sábado, 26 de março de 2011

Solidão



Noite chuvosa...
Noite solitária...
Fico sonhando com você,
acordada...
Fico imaginando o que você está fazendo...
O que está pensando...
Será que está pensando em mim? Em nós?
A grande dúvida dos apaixonados!!!!!!
Resolvo deitar. Mas o sono não vem.
Pego um livro.... Não dá. Não me concentro na leitura...
Deito-me novamente.
Sinto seu perfume, seu corpo colado ao meu, suas mãos a explorar meu corpo....
Acordo-me. Era só um sonho.
Escuto o galo cantar.
Já amanheceu e nem dormi direito.
Continuo sozinha.
Será que ele vai me ligar? Ou eu ligo para ele?
Porque ficamos assim, tão inseguros?
Porque o Amor  deixa-nos assim?
Se o Amor é um sentimento bom, porque sofremos quando o sentimos?
Essa pergunta só poderá ser respondida por aquele que nunca amou...

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Destino


Tarde chuvosa e fria. Marina dirigia seu carro rumo a serra, onde seus pais moravam.
A chuva ficou mais forte. Raios, trovões, relâmpagos. Marina sentiu medo, mas não tinha como parar o carro e abrigar-se. Na estrada só viam-se árvores e mais árvores.
Marina ligou os faróis. Estava ficando escuro e a visibilidade estava ruim por causa da tempestade.
De repente, veio um caminhão em sua direção. Marina não conseguiu desviar e houve uma forte batida entre os dois veículos.
Marina ficou bastante machucada. Seu carro ficou destruído.
Marina lentamente, abriu os olhos. Seu corpo doía. Com esforço, conseguiu sair do carro. Desesperada, correu para ver o caminhão que bateu em seu carro.
Chamou pelo homem que estava no veículo. Ele não se mexia. Marina correu para pedir ajuda. Não havia nenhuma casa por perto, nem orelhão, nada que pudesse ajuda-la.
Lembrou-se do seu celular. Correu até seu carro para pegar o aparelho. Quando olhou dentro do carro um grito desesperado saiu de sua garganta. Ela não acreditava no que estava acontecendo. Olhou novamente, mas um grito soltou. Dentro do carro estava seu corpo sem vida.
Marina não sabia no que pensar. Ela não acreditava no que estava vendo. Um desespero tomou conta de seu ser.
Marina ouviu sons de ambulância. Ela começou a acenar e a pular para ser vista. A ambulância parou.
Os enfermeiros foram ao caminhão e socorreram o rapaz, ele estava desacordado. Outros foram para o carro e perceberam que Marina estava morta. Tiraram-a do carro e a cobriram com um pano. Marina ficou observando tudo desesperada. Tentou falar com os enfermeiros, mas eles não a via. Ficou sem chão. Saiu correndo por muito tempo. De repente viu uma luz no fim da estrada que se aproximava cada vez mais.
Marina ficou esperando para ver o que era aquela luz tão intensa e brilhante.
A luz começou a ganhar formas. Quando estava mais próximo, pode perceber quem era aquela luz. Lágrimas caíam de seus olhos. Uma mistura de alegria e tristeza invadia seu coração. Correu para abraçar sua avó que morreu quando Marina tinha 10 anos. Exatamente 20 anos depois: o reencontro.
Marina olhou bem no fundo dos belos olhos azuis de sua avó e pode ver neles a resposta de sua pergunta. Sim, Marina estava morta.
O que fazer agora? Marina indagava-se.
Marina achava que quando morremos tudo acaba: corpo e alma.
Mas ela percebeu que na verdade quando morremos apenas o corpo morre a alma permanece viva.
Sua avó ficou feliz por ela entender a tudo isso sozinha. Marina, cansada, acabou adormecendo no colo de sua avó Maria.
Marina despertou numa cama que estava em um jardim muito belo. Maravilhada, levantou-se e começou a explorar aquele lugar tão encantador: lindas e grandes árvores, variadas flores, céu azul e brilhante. Todas as pessoas vestidas com roupas brancas.
Mariana estava muito feliz, apesar de tudo. Depois de muito caminhar, avistou um grupo reunido na beira do lago. Ao aproximar-se, reconheceu vários rostos: seu avô, sua avó, seu tio, e um grande amigo. Marina correu para abraça-los. Não acreditava no que via. A única coisa que sabia é que tinha muitas perguntas a fazer...

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Nunca esquecerei...




 Hoje foi um dia normal. Acordei cedo para ir ao trabalho, depois fui a Faculdade. Que tédio. Tento ocupar o meu dia para não pensar nele. Mas quando a noite chega... é inevitável!
Lembro-me que quando chegava a noite em casa ele estava me esperando com um lindo sorriso nos lábios. Sempre preparava um jantar gostoso para nós. Ríamos e brincávamos muito. Contava a ele do meu dia e ele me contava sobre o seu dia de trabalho.
Aos finais de semana, sempre saíamos para dançar. Nossa! Ele dançava como ninguém!
Agora, meus finais de semana são vazios. Fico olhando suas roupas no guarda-roupa, seus livros, seu sapato favorito.
Eu sei que isso não está me fazendo bem. Mas o que posso fazer? Ele foi o único homem que amei e fui amada de verdade. As vezes sinto como se ele estivesse sempre do meu lado. Será que é possível? As vezes acredito. Outras vezes acho que estou ficando louca.
Nós adorávamos viajar. Conhecemos o Brasil inteiro juntos. Nos divertíamos muito. No frio, no calor... adorávamos aventuras.
Namoramos só alguns meses. Casamos e fomos felizes durante 3 lindos anos.
O sonho dele era ser pai... pena que não deu tempo de realizar...
Hoje faz um ano que ele se foi... parece muito tempo.... mas meu coração ainda está despedaçado... me sinto sem chão, sem direção.
Aproveitamos muito, muito mesmo, o tempo que ficamos juntos. Fazíamos declarações de amor a todo momento. Rimos e choramos juntos. Nos amamos muito.
Por isso que sempre digo: nunca deixe a pessoa que você gosta ir embora sem lhe dizer boas palavras, pois poderá ser a última vez que você a vê.
Diga sempre Eu te amo para quem você goste. Faz bem para quem ouve e para quem diz.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

olá pessoal!
Um Feliz Ano Novo a todos. 
Adoro essa música. Quero dividir com vocês. Bjs

Borboletas

Victor e Léo

Composição: Victor Chaves
Percebo que o tempo já não passa
Você diz que não tem graça amar assim.
Foi tudo tão bonito, mas voou pro infinito
Parecido com borboletas de um jardim.

Agora você volta,
E balança o que eu sentia por outro alguém.
Dividido entre dois mundos.
Sei que estou amando, mas ainda não sei quem.
Não sei dizer o que mudou.
Mas, nada está igual.
Numa noite estranha a gente se estranha e fica mal.
Você tenta provar que tudo em nós morreu.
Borboletas sempre voltam
E o seu jardim sou eu.

Percebo que o tempo já não passa.
Você diz que não tem graça amar assim.
Foi tudo tão bonito, mas voou pro infinito
Parecido com borboletas de um jardim

Agora você volta
E balança o que eu sentia por outro alguém.
Dividido entre dois mundos,
Sei que estou amando, mas ainda não sei quem
Não sei dizer o que mudou
Mas, nada está igual
Numa noite estranha a gente se estranha e fica mal
Você tenta provar que tudo em nós morreu
Borboletas sempre voltam
E o seu jardim sou eu
Não sei dizer o que mudou
Mas nada está igual
Numa noite estranha a gente se estranha e fica mal
Você tenta provar que tudo em nós morreu
Borboletas sempre voltam
E o seu jardim sou eu

Sempre voltam
E o seu jardim sou eu.







domingo, 26 de dezembro de 2010

Ano Novo!



 
Esperança. Paz. Amor. União. Saúde. Dinheiro. Emprego. São tantos os desejos para o novo ano.
Devemos ter esses desejos sempre em mente durante todo o decorrer do ano e não apenas no final do ano.
Todo dia é dia de um novo recomeço. Não fiquemos presos a calendários.
Todo dia é dia de perdoarmos alguém.
Todo dia é dia de cultivarmos o amor.
Todo dia é dia de voltarmos a estudar.
Todo dia é dia de dar um abraço.
Que o Amor possa brotar em todos os corações, pois só assim, desaparecerá todo o mal que assola o nosso planeta.
Que a felicidade brilhe em cada olhar, em cada sorriso, em cada gesto.
Que todos tenham seus direitos reconhecidos.
Que sejamos felizes, não esperemos que outros nos façam feliz.
Que nos esforcemos, corramos atrás dos nossos objetivos, sejam quais forem.
Paz, muita Paz. É o que precisamos de mais urgente.
Felicidades a todos!!!!!!!!!!!!!

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Saudade


 Saudade,
dolorida, ferida aberta
é assim que meu coração está:
vazio, solitário.
Meu coração bate
lentamente...
Onde você mora?
Como você é?
Nunca te vi
Nunca te senti
Nem eu mesmo sei porque,
Mas sinto sua falta.
Espero por ti.
Você é a fonte
que matará a minha sede.
Você é o "tudo"
que me trará o Amor,
a esperança,
a paz...
Seremos felizes...
Tenho essa certeza.
Não sei como.
É o que sinto.
Quem será capaz de dizer o contrário
quando é o coração que está afirmando?
Quem será capaz?





domingo, 5 de dezembro de 2010

O Sonho


Depois de muito andar por uma estrada de terra batida, passar por lindas e enormes árvores, finalmente me deparo com a imagem dos meus sonhos - sonhos que tinha todas as vezes que ia dormir, não importava se noite ou dia - sem acreditar no que via, meus olhos felizes e ao mesmo tempo assustados, fitavam aquele lugar.
Joguei minha mochila no chão, refresquei-me nas águas límpidas do lago. Apesar de ser inverno, eu estava com muito calor, pois havia caminhado bastante.
Não resisti, tirei a roupa e joguei-me no lago.
Estava maravilhada com aquele lugar, imaginei que existisse só nos meus sonhos...
Depois de muito nadar e apreciar aquele céu azul comecei a sentir frio. Saí da água, peguei uma toalha na minha mochila e me enxuguei. Sentei-me numa pedra e fiquei pensando se deveria ou não ir até a cabana.
Fiquei tão distraída que quando dei por mim o tempo estava mudando. Começou a ventar muito e algumas gotas de chuva caíam sobre mim.
Agora, mas do que nunca, precisava de um abrigo. Peguei minha mochila e corri até a cabana.
Para a minha surpresa, a porta estava só encostada. Bati palmas, chamando por alguém que pudesse estar ali, mas ninguém apareceu.
A cabana não parecia abandonada, estava tudo limpo e arrumado e um delicioso aroma de flores pairava no ar.
Na mesinha da sala, havia um vaso com um lindo buquê de vários tipos de flores e parecia que tinham acabado de ser colhidas.
Que estranho, pensei.
Sentei-me e resolvi esperar por alguém.
As horas passaram-se, a chuva caía forte e acabei adormecendo.
Acordei com um delicioso aroma de café. Estava deitada no sofá e um cobertor estava sobre mim. Fiquei sem entender.
Levantei-me. Fui seguindo aquele cheiro de café. Cheguei a cozinha. Não havia ninguém. A mesa estava posta com pães, queijos, leite, café e muitas frutas.
Não resisti, sentei-me. Servi-me de café com leite e comi alguns pães. Estava faminta. Havia andado muito no dia anterior e não me alimentei direito.
Já satisfeita, voltei a sala e fiquei pensando no que fazer.
Resolvi conhecer a casa. Havia vários quartos, sendo que um dos quartos estava com roupas masculinas sobre a cama. Não havia fotos que pudesse identificar quem morasse na casa.
Fiquei muito intrigada e resolvi voltar a sala.
Será que era um homem que morava na casa? Porque não me chamou quando chegou? Porque deixou a mesa com café da manhã para mim?
Minhas indagações estavam sem resposta.
Fui para um dos quartos tomar banho e trocar de roupa. Fiz tudo muito rápido, pois alguém poderia chegar.
Voltei a sala e aguardei.
Nada.
Já sem saber o que fazer e ao mesmo tempo não queria ir embora daquele lugar. Tinha que descobrir o que me fez chegar até ali.
Já era quase hora do almoço, resolvi dar um passeio pelo jardim.
Distraí-me com as lindas flores, com os pássaros e as grandes árvores.
Começou a esfriar e resolvi entrar para buscar o meu casaco, quando chego na sala me deparo com um homem sentado no sofá e lendo jornal.
Ao me ver ele diz: Oi, amor.
Fico sem entender. Expliquei a ele o que havia acontecido. Ele sorri pega minha mão e leva-me para a cozinha. Ele havia preparado um lindo almoço. Puxa a cadeira para eu sentar. Fito-o assustada. Você não vai perguntar quem eu sou e o que estou fazendo aqui? Pergunto a ele.
 Ele sorri, de maneira envolvente e serve-me. Começamos a comer. Acho que ele está me confundindo com outra pessoa, penso. Tento me explicar, ele sorri carinhosamente, desisto.
Depois de almoçarmos, ele oferece-me um delicioso café e leva-me até a lareira, estava muito frio.
Sentamos no chão, ele abraça-me e me diz palavras carinhosas. Tento explicar-me novamente e ele cala-me com um suave beijo. Ele fita-me os olhos e pergunta por que demorei tanto e que passou a vida toda me esperando.
Sem saber o que dizer fiquei apenas admirando aqueles lindos olhos azuis, sentindo sua boca carnuda a percorrer o meu corpo. Nesse momento não quis entender nada, apenas queria sentir aqueles braços fortes e másculos que me laçavam com um carinho que jamais havia sentido.
Fizemos amor. Foi o sexo mais delicioso que havia feito, com um homem que nunca tinha visto, mas que tinha certeza que era o meu homem. O homem que sempre sonhei.
Depois de muito nos amarmos, já suados e extasiados, adormecemos.
Acordei com ele me beijando e sussurrando ao meu ouvido palavras de amor. Estava imensamente feliz.
 O sol havia invadido a sala e pude perceber melhor como era belo aquele homem, sua pele morena, suas costas largas, mãos grandes e bem desenhadas. Não me contive e beijei-o.
Fizemos amor loucamente.
Tomamos banho juntos, tomamos café e fomos passear pelo jardim.
Até hoje, não sei explicar o que aconteceu. Vivemos felizes naquela cabana. Completamo-nos. Todos os dias dizemos palavras de amor um ao outro. Fazemos promessas de sempre nos amarmos.
Nunca mas voltei para minha casa nem para minha família. Sinto saudades de todos. Mas Murilo me completa, descobri a pouco tempo seu nome.
Faz-me sentir desejada e realizada. Ontem descobri que estou grávida ele ficou radiante.
Por tudo isso que digo a você para creditar nos seus sonhos, não importa qual seja. Eu acreditei no meu e sou a mulher mais feliz desse mundo.
Acredite sempre, mesmo que pareça absurdo. Lute e seja feliz!