Tarde chuvosa e fria. Marina dirigia seu carro rumo a serra, onde seus pais moravam.
A chuva ficou mais forte. Raios, trovões, relâmpagos. Marina sentiu medo, mas não tinha como parar o carro e abrigar-se. Na estrada só viam-se árvores e mais árvores.
Marina ligou os faróis. Estava ficando escuro e a visibilidade estava ruim por causa da tempestade.
De repente, veio um caminhão em sua direção. Marina não conseguiu desviar e houve uma forte batida entre os dois veículos.
Marina ficou bastante machucada. Seu carro ficou destruído.
Marina lentamente, abriu os olhos. Seu corpo doía. Com esforço, conseguiu sair do carro. Desesperada, correu para ver o caminhão que bateu em seu carro.
Chamou pelo homem que estava no veículo. Ele não se mexia. Marina correu para pedir ajuda. Não havia nenhuma casa por perto, nem orelhão, nada que pudesse ajuda-la.
Lembrou-se do seu celular. Correu até seu carro para pegar o aparelho. Quando olhou dentro do carro um grito desesperado saiu de sua garganta. Ela não acreditava no que estava acontecendo. Olhou novamente, mas um grito soltou. Dentro do carro estava seu corpo sem vida.
Marina não sabia no que pensar. Ela não acreditava no que estava vendo. Um desespero tomou conta de seu ser.
Marina ouviu sons de ambulância. Ela começou a acenar e a pular para ser vista. A ambulância parou.
Os enfermeiros foram ao caminhão e socorreram o rapaz, ele estava desacordado. Outros foram para o carro e perceberam que Marina estava morta. Tiraram-a do carro e a cobriram com um pano. Marina ficou observando tudo desesperada. Tentou falar com os enfermeiros, mas eles não a via. Ficou sem chão. Saiu correndo por muito tempo. De repente viu uma luz no fim da estrada que se aproximava cada vez mais.
Marina ficou esperando para ver o que era aquela luz tão intensa e brilhante.
A luz começou a ganhar formas. Quando estava mais próximo, pode perceber quem era aquela luz. Lágrimas caíam de seus olhos. Uma mistura de alegria e tristeza invadia seu coração. Correu para abraçar sua avó que morreu quando Marina tinha 10 anos. Exatamente 20 anos depois: o reencontro.
Marina olhou bem no fundo dos belos olhos azuis de sua avó e pode ver neles a resposta de sua pergunta. Sim, Marina estava morta.
O que fazer agora? Marina indagava-se.
Marina achava que quando morremos tudo acaba: corpo e alma.
Mas ela percebeu que na verdade quando morremos apenas o corpo morre a alma permanece viva.
Sua avó ficou feliz por ela entender a tudo isso sozinha. Marina, cansada, acabou adormecendo no colo de sua avó Maria.
Marina despertou numa cama que estava em um jardim muito belo. Maravilhada, levantou-se e começou a explorar aquele lugar tão encantador: lindas e grandes árvores, variadas flores, céu azul e brilhante. Todas as pessoas vestidas com roupas brancas.
Mariana estava muito feliz, apesar de tudo. Depois de muito caminhar, avistou um grupo reunido na beira do lago. Ao aproximar-se, reconheceu vários rostos: seu avô, sua avó, seu tio, e um grande amigo. Marina correu para abraça-los. Não acreditava no que via. A única coisa que sabia é que tinha muitas perguntas a fazer...